sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Cinema: 2 Coelhos
Antropofagia explosiva
Por Edu Fernandes (Blog Cine Dude)
Quando um filme brasileiro se arrisca em um gênero no qual nosso cinema não tem muita intimidade, sou a favor da antropofagia. 2 Coelhos, que estreia nesta sexta, 20, é um exemplo atual dessa postura entre os filmes de ação, da mesma maneira que Besouro fez entre os filmes de super-herói.
Para contextualizar o leito, a antropofagia vem da crença indígena de que, quando se come a carne de um guerreiro valoroso, se obtém as qualidades positivas desse guerreiro. No mundo das artes, a antropofagia defende que se use a influência estrangeira sem necessariamente perder as característica únicas da nossa cultura.
O filme conta a história de Edgard (Fernando Alves Pinto, de Nosso Lar), um homem com um plano complexo para resolver dois problemas ao mesmo tempo. Na concretização do plano, muitos tiroteios, perseguições e explosões serão necessárias. É nesse ponto que 2 Coelhos usa a influência de Hollywood, especialmente de filmes de Quentin Tarantino (Kill Bill, Pulp Fiction, Bastardos Inglórios) e Guy Ritchie (Sherlock Holmes 1 e 2)
Por outro lado, a produção não deixa de lado a sua brasilidade. Os obstáculos enfrentados pelo protagonista, as piadas nos diálogos e as paisagens paulistanas não nos deixam esquecer que se está vendo um filme nacional.
Depois de fracassos como Federal e Segurança Nacional, é importante que 2 Coelhos consiga achar seu público. A qualidade finalmente está na tela em um filme de ação genuinamente brasileiro.
Ficou curioso? Então dê uma olhada no trailer, vale a pena!
Por Edu Fernandes (Blog Cine Dude)
Quando um filme brasileiro se arrisca em um gênero no qual nosso cinema não tem muita intimidade, sou a favor da antropofagia. 2 Coelhos, que estreia nesta sexta, 20, é um exemplo atual dessa postura entre os filmes de ação, da mesma maneira que Besouro fez entre os filmes de super-herói.
Para contextualizar o leito, a antropofagia vem da crença indígena de que, quando se come a carne de um guerreiro valoroso, se obtém as qualidades positivas desse guerreiro. No mundo das artes, a antropofagia defende que se use a influência estrangeira sem necessariamente perder as característica únicas da nossa cultura.
O filme conta a história de Edgard (Fernando Alves Pinto, de Nosso Lar), um homem com um plano complexo para resolver dois problemas ao mesmo tempo. Na concretização do plano, muitos tiroteios, perseguições e explosões serão necessárias. É nesse ponto que 2 Coelhos usa a influência de Hollywood, especialmente de filmes de Quentin Tarantino (Kill Bill, Pulp Fiction, Bastardos Inglórios) e Guy Ritchie (Sherlock Holmes 1 e 2)
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| Fernando Alves Pinto e Alessandra Negrini, em uma corrida alucinante (Divulgação/Imagem Filmes) |
Por outro lado, a produção não deixa de lado a sua brasilidade. Os obstáculos enfrentados pelo protagonista, as piadas nos diálogos e as paisagens paulistanas não nos deixam esquecer que se está vendo um filme nacional.
Depois de fracassos como Federal e Segurança Nacional, é importante que 2 Coelhos consiga achar seu público. A qualidade finalmente está na tela em um filme de ação genuinamente brasileiro.
Ficou curioso? Então dê uma olhada no trailer, vale a pena!
sábado, 14 de janeiro de 2012
Cinema: Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras
Muita ação e mistérios numa das melhores sequências do cinema
Por Paulo Costa![]() |
| Watson e Holmes numa aventura divertida e surpreendente (Divulgação/Warner Bros.) |
Quando um estúdio anuncia que aquele filme que gostamos muito terá continuação, no mesmo instante ficamos ansiosos mas também apreensivos e preocupados, pois podemos enumerar as poucas sequências que ficaram tão boas ou até mesmo superiores ao seu original.
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| Divulgação/Warner Bros. |
Guy Ritchie, diretor responsável também pelo original, conseguiu se superar e presenteia os fãs do personagem com mais uma aventura inédita, cheia de ação e mistérios e ainda mais audaciosa que o primeiro longa lançado em 2010.
Na trama temos Robert Downey Jr. reprisando o personagem título ainda mais excêntrico e inteligente, tentando agora solucionar a morte misteriosa do príncipe herdeiro da Áustria que a principio foi apontada como suicídio. Porém Sherlock deduz que o príncipe tenha sido vitima de um assassinato, que pertence a um enorme e pretensioso quebra-cabeça criado pelo professor Moriarty, um vilão a altura de Holmes.
Misturando negócios com prazer, nosso amado detetive segue as pistas até um clube onde ele e seu irmão estão brindando a última noite de solteiro do Dr. Watson. É neste ambiente que Holmes encontra Sim, uma cartomante cigana que se envolve inconscientemente no assassinato do príncipe e faz com que ela seja o próximo alvo. Após salva-la e com muita relutância, Holmes consegue convence-la a entrar nessa incrível jornada.
A trama torna-se cada vez mais perigosa a medida que leva Holmes, Watson e Sim através do continente, da Inglaterra à Franca, passando pela Alemanha e finalmente chegando a Suíça. Mas o astuto professor Moriarty está sempre um passo à frente e constrói uma teia de destruições, parte de um gigantesco plano que, se bem sucedido, mudará o curso da história.
Jude Law também retorna a franquia como Dr. Watson e a grande surpresa é a estreia da sueca Noomi Rapace (Trilogia Millennium) como a cartomante cigana que embarca nessa aventura.
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| Sim, Holmes e Watson em uma das melhores sequencias de ação do filme (Divulgação/Warner Bros.) |
A direção de Ritchie é ainda mais meticulosa e detalhista que no primeiro filme e manda muito bem naquilo que sabe fazer de melhor, sequências de muita ação, tiros e explosões em slowmotion, câmera lenta, com grande destaque para uma fuga dos três personagens dentro de uma floresta.
As partes técnicas mais uma vez são deslumbrantes e de encher os olhos, uma fotografia caprichada, figurinos da época espetaculares e uma excelente trilha instrumental misturada com um roteiro que consegue manter um excelente equilíbrio de mistérios e intrigas com uma excelente dose de humor, repetindo algumas boas piadas do primeiro e apresentando novos personagens, prende a atenção da plateia ao longo de seus aproximados 130 minutos sem perder o foco narrativo mantendo-se num ótimo ritmo.
O resultado final, como já dito, é uma sequência tão boa e melhor que seu anterior que deixará a todos aguardando pelo próximo filme.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Cinema: Cavalo de Guerra
Nostalgia como solução
Por Edu Fernandes (Blog Cine Dude)
Um antigo hábito de Hollywood é retratar personagens que não são estadunidenses travando conversas entre si em inglês com o sotaque de seus países de origem. Tudo isso sem qualquer justificativa narrativa. Cavalo de Guerra (War Horse) ainda consegue usar esse recurso e evitar que as platéias dos Estados Unidos tenham que ler legendas, algo que não é costume por lá. Vale ressaltar que atualmente esse hábito linguístico de Hollywood não é mais tão aceito. Filmes como A Paixão de Cristo (2004) e Bastardos Inglórios (2009) acostumaram o grande público a um grau de verossimilhança maior.
Para sustentar a opção, o filme apóia-se na nostalgia. Toda a estética de Cavalo de Guerra é um tributo aos filmes em technicolor* produzidos nos estúdios da Disney até a década de 1960. Muitas dessas fitas tinham como tema central a relação entre um ser humano (mais comumente crianças ou jovens) com um animal.
Da mesma forma, a mais nova direção de Steven Spielberg (Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal) conta a história de Joey, um cavalo criado pelo jovem Albert (Jeremy Irvine) no começo do século XX. Começa a Primeira Guerra Mundial e o animal é arrendado ao Exército Inglês. A partir daí, Joey terá alguns donos de nacionalidades distintas. Sejam essas pessoas francesas ou alemães, todos falam inglês, como era aceitável na época dos technicolors da Disney.
As demais áreas técnicas acompanham o gênero. Assim, a direção de fotografia de Janusz Kaminski (Como Você Sabe) abusa das tonalidades de amarelo e laranja. Spielberg usa muito bem as sombras e enquadramentos inteligentes para criar cenas com a emotividade habitual desse tipo de produção. Para completar, a trilha musical composta por John Williams (Munique) aumenta a atmosfera lacrimosa.
Para os fãs de Spielberg ou cinéfilos saudosos dessas produções inocentes do passado, Cavalo de Guerra oferece uma emocionante viagem no tempo.
Por Edu Fernandes (Blog Cine Dude)
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| Um garoto e seu cavalo, um hisória de amor e amizade verdadeira (Divulgação) |
Um antigo hábito de Hollywood é retratar personagens que não são estadunidenses travando conversas entre si em inglês com o sotaque de seus países de origem. Tudo isso sem qualquer justificativa narrativa. Cavalo de Guerra (War Horse) ainda consegue usar esse recurso e evitar que as platéias dos Estados Unidos tenham que ler legendas, algo que não é costume por lá. Vale ressaltar que atualmente esse hábito linguístico de Hollywood não é mais tão aceito. Filmes como A Paixão de Cristo (2004) e Bastardos Inglórios (2009) acostumaram o grande público a um grau de verossimilhança maior.
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| Divulgação/Buena Vista |
Da mesma forma, a mais nova direção de Steven Spielberg (Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal) conta a história de Joey, um cavalo criado pelo jovem Albert (Jeremy Irvine) no começo do século XX. Começa a Primeira Guerra Mundial e o animal é arrendado ao Exército Inglês. A partir daí, Joey terá alguns donos de nacionalidades distintas. Sejam essas pessoas francesas ou alemães, todos falam inglês, como era aceitável na época dos technicolors da Disney.
As demais áreas técnicas acompanham o gênero. Assim, a direção de fotografia de Janusz Kaminski (Como Você Sabe) abusa das tonalidades de amarelo e laranja. Spielberg usa muito bem as sombras e enquadramentos inteligentes para criar cenas com a emotividade habitual desse tipo de produção. Para completar, a trilha musical composta por John Williams (Munique) aumenta a atmosfera lacrimosa.
Para os fãs de Spielberg ou cinéfilos saudosos dessas produções inocentes do passado, Cavalo de Guerra oferece uma emocionante viagem no tempo.
*Technicolor é uma maneira de produzir filmes coloridos, muito usada nas primeiras décadas do cinema colorido.
domingo, 25 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
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